Publicado por: Fúlvio Stelli | 21 de agosto de 2010

Manufatura Reversa Ambientalmente lucativa.

À manufatura reversa competem diversas finalidades, como adequação ambiental, recuperação de valor e prestação de serviços diferenciados. A aplicação da metodologia construída mostrou ser a proposta um arcabouço para análise dos sistemas sob ótica dos processos a serem desenvolvidos e novas formas de serem realizados, alcançando finalmente uma consciência mais clara do que é consumo responsável, destinação ambientalmente correta, pesquisa e educação. Portanto muito ainda tem a evoluir. Aqui fica uma pequena contribuição à aqueles que desejam empreender uma atividade ambiental e lucrativa.

cdAlém disso, as instituições terão que comprovar a destinação ambientalmente correta desses resíduos. O desrespeito à norma é crime ambiental, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e multa.ba
Proibições gerais e sanções
A lei proíbe:
– Importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos;
– Lançamento de resíduos sólidos em praias, no mar, em rios e lagos;
– Lançamento de resíduos in natura a céu aberto;
– A queima de lixo a céu aberto ou em instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.
O infrator que desrespeitar a lei cometerá crime federal, que prevê pena máxima de cinco anos de reclusão e multa, de acordo com as sanções previstas para crimes ambientais relacionados à poluição. A pena, no entanto, não se aplica no caso do lixo doméstico.

Para entender melhor

RESÍDUOS SOLIDOS – no nosso caso são todos aparelhos da vida moderna, basicamente os acionados por energia elétrica, pilhas e baterias.

Quase 10% do que sai da indústria retorna a ela pelos seguintes motivos:

A-      Os varejistas compram alem do que seu giro de mercadorias comporta e o produto fica obsoleto pelo rápido lançamento de novos modelos, inclusive da mesma indústria sendo feita a devolução ao fabricante.

B-       Devolução de consumidores insatisfeitos, captura de equipamentos por não pagamento, sobras das assistências técnicas por impossibilidade de conserto, falta de peças de reposição ainda dentro do prazo de validade. Este procedimento de transito ocorre somente entre fabricante e lojistas e assistência técnica autorizada.

Esta ação era corriqueira no relacionamento entre estes agentes os fabricantes e lojistas, mas o destino dos aparelhos não era monitorado até então, e a empresa fazia o qeu melhor lhe conviesse.

Porem agora o que será feito deste material que retornara para os fabricantes? De acordo com a nova Lei deverá ter o maior percentual possível de material reciclado. Pois também será uma questão de Marketing ambiental. Veja a opinião de grandes empresas sobre o assunto reciclagem (manufatura Reversa) e Marketing. Visite:

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI21974-16380,00-SUA+EMPRESA+E+VERDE.html

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI21972-16380,00-FUTURO+UMA+REVOLUCAO+ECOINOVADORA.html

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI21966-16380-1,00-POR+UM+MUNDO+SUSTENTAVEL.html

O que era feito dos outros 90% de aparelhos eletrônicos restantes após seu uso ou inoperância pelos consumidores?

Manufatura reversa ainda é novidade no Brasil30/04/2010 – 08h59 Redação BAND NEWSTransformar produtos prontos que vão virar lixo em matéria-prima é comum em alguns países, mas no Brasil ainda é uma novidade. Na manufatura reversa, como é chamado esse processo, os equipamentos são desmontados e componentes como metais e plásticos são separados e vendidos à indústria. Depois disso, esse material é usado na fabricação de novos produtos. O diretor presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos, Diógenes Del Bel, diz que faltam políticas públicas para expandir a prática no país. Ele revela que todos os tipos de equipamentos podem passar pelo processo de manufatura reversa. No entanto, os eletrônicos são mais visados. Segundo o diretor presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos, o Brasil tem entre cinco e dez empresas que fazem a manufatura reversa. Diógenes Del Bel compara a quantidade com a do no Reino Unido, onde mais de 350 companhias realizam o procedimento.

Link:

http://bandnewsfm.band.com.br/conteudo.asp?ID=295936

Eram enviados para o lixo comum. O que acarretou ao longo dos anos passados grandes perdas de matéria prima já processada e mais ainda a contaminação do solo e águas subterrâneas em muitos lugares do planeta. Uma pequena parte tem sido reciclada pelos catadores, sucateiros e cooperativas de reciclagem que coletam e vendem as partes que encontram contendo latão, cobre, chumbo, aço, alumínio e plástico. Isso ocorre eventualmente quando o volume justifica a ação de desmontagem. Mesmo assim as sobras, materiais não aproveitados, acabam indo para o lixo comum. Porem este quadro agora tende a mudar.

Com a nova Lei haverá um grande crescimento da atividade de reciclagem ordenada e profissional.

Os fabricantes e lojistas deverão passar a receber os equipamentos para destinação ambientalmente correta. A muito se vê campanhas como: Troque sua TV velha por uma nova, recebemos a velha no momento da entrega. Operadoras de Celular mantem coletoras para descarte dos aparelhos inoperantes, empresas como a DELL, HP e NOKIA já recebem seus produtos para reciclagem.

Mas quem fará este tratamento, a separação dos materiais? Certamente as empresas não efetivarão esta atividade em suas plantas, pois seria muito caro. Então este será um serviço terceirizado devido a sua abrangência, necessário em todos os municípios do Brasil onde ocorre o descarte destes equipamentos.

Escultura feita com todo o aparato eletrônico que um Inglês adquire durante sua vida 8 toneladas.

Portanto este é um mercado iniciante com geração de trabalho e renda que se apresenta como um novo enfoque de ver o chamado “LIXO” Tecnológico, pois hoje já existem processos para reciclagem de mais de 80% a 94% de tudo que é utilizado nestes equipamentos. A nova Lei dos Resíduos Sólidos premia este seguimento dando-lhe um novo status e um valor adequado dentro da cadeia produtiva.

Esta é a proposta deste manual, possibilitar a aqueles que tenham visão e empreendedorismo possam estar aptos a desenvolver esta atividade na prestação de serviço as indústrias do país (junto a elas ou nos 522 municípios do Brasil), sucateiros, cooperativas de reciclagem, condomínios, escolas, universidades, e usuários, pois todos os seguimentos produtivos de bens, serviços e pessoas necessitarão da Manufatura Reversa para compor seu processo industrial ou mesmo o usuário comum que voluntariamente terá onde entregar seus equipamentos para reciclagem de forma direta.

As Prefeituras na coleta do lixo urbano também recebem centenas de aparelhos no meio do lixo comum diariamente, e necessitarão deste serviço.

Visite: A ABETRE – Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos é a entidade de classe da chamada “Indústria Ambiental”, um setor com características singulares, pouco compreendidas, mas que lhe conferem uma importância estratégica que tem sido pouco explorada para o desenvolvimento sustentável do país. Link:

http://www.abetre.org.br/quem.asp

Algumas Prefeituras no país já receberam um “TAC” Termo de Ajuste de Conduta efetivado pelo Ministério Publico Federal para que as áreas que recebem o lixo urbano, não mais recebam o Lixo Tecnológico. Dando um prazo para que busquem destinação alternativa separando-o da deposição junto ao lixo comum – orgânico – pois seu contato com a umidade desencadeia reações químicas de envenenamento tornando o Chorume muito mais perigoso caso infiltre nos lençóis freáticos ou contamine o solo no entorno do deposito de lixo.

http://www.clrb.com.br/index.php

Estudos desenvolvidos pela Universidade da ONU na China, sobre o que se entendia como tecnologia limpa “não poluidora”, as indústrias de eletroeletrônicos, revelou que não é verdade, pois os materiais utilizados na fabricação quando descartados podem causar danos ao meio ambiente e, por conseguinte ao homem, se não tratados de forma correta para minimizar os impactos devido ao consumo cada vez maior de aparatos eletrônicos no mundo. Em pouco tempo teremos cidades enfermas, grandes depósitos de água subterrânea contaminada e o desperdício de toneladas de matéria prima nobre que poderia ser recuperada, perdida.

Link:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/03/040308_computersms.shtml

http://www.ecodebate.com.br/2010/02/23/relatorio-da-onu-alerta-que-geracao-de-lixo-eletronico-cresce-a-40-mi-de-toneladas-por-ano/

Publicação da ONU sobre o lixo tecnológico:

http://www.unep.org/PDF/PressReleases/E-Waste_publication_screen_FINALVERSION-sml.pdf

Em pouco tempo prevejo que esta atividade a “Manufatura Reversa” será incluída na grade das Academias, pois sua importância e abrangência necessitarão da formação adequada a seu gerenciamento devido à complexidade dos materiais, as leis aplicáveis e o intercambio internacional de matéria prima gerada.

Link:  http://www.fateczl.edu.br/TCC/2009-2/tcc-256.pdf

O motivo da necessidade futura de uma formação acadêmica? As centenas de milhares de toneladas em matéria prima de uma infinidade de produtos e materiais a serem gerenciados, economia, novos processos de tratamento, a geração de novos produtos recicláveis e a inclusão de milhares de pessoas no mercado de trabalho. Conseqüentemente a movimentação de milhões de reais na cadeia deste processo. Como ainda não é esse o caso vamos levar o máximo de informações ao pleno desenvolvimento da atividade como a temos praticado hoje.

O que isso quer dizer. Que a cada dia mais e mais haverá a necessidade da reciclagem destes materiais para a confecção de novos equipamentos, uma vez que ele tem um período de vida útil finita. Podem queimar ou tornarem-se obsoletos. Ai entra a manufatura reversa para retornar as matérias primas/processadas ao ciclo.  Por quê? O motivo é simples a retirada de matéria prima da natureza é dispendiosa e chegará um momento a exaustão, escassez o que tornará seu preço inviável para a manutenção dos baixos preços hoje praticados no mercado, conseqüentemente a elevação do preço dos produtos prontos. Então reciclar é mais econômico e pensando bem não há outro caminho para a economia mundial.  Este link o levara a um Vídeo que lhe dará a exata visão deste processo finito na natureza: “A História das Coisas” uma aula sobre produção, consumo e reciclagem.

Link:

http://www.unichem.com.br/video.php?id_video=16

Para conhecer todo o processo aqueles que pretendem atuar neste seguimento, entre em contato.

Terei o maior prazer em atender.

Manufatura Reversa Manual Básico.


Responses

  1. Gostaria de receber contato, pois estou na fase intermediária na formação do meu plano de negócios, o qual tenho diversas informações sobre leis estaduais e federais, empresas que atuamno segmento inclusive a Oxil em questão na sua tese, mas falta muito material a respeito das técnicas da manufatura reversa de eletroeletronicos devido a grande diversidade de materiais que compõe cada equipamento. Sou de Poá (alto tiête) e como li voce cursou fatec leste então estamos próximos, entre em contato pois podemos até consolidar uma parceria, ou voce pode me prestar assessoria técnica,, Abraço Marciel Cel 9235-2622

    • No manual encontrará todas as informações sobre a atividade de forma detalhada, que já vem sendo praticados na comunidade européia, links para aprofundar o conhecimento em varias fontes, as informações sobre licenças e os links dos órgãos que fiscalizam e determinam os procedimentos, a Lei de Resíduos Sólidos na integra, um modelo de contrato pertinente a atividade para a prestação deste serviço e o mais importante uma lista dos compradores dos materiais resultantes da Manufatura Reversa de equipamentos eletrônicos. Este manual será enviado via e-mail, editado em PDF para seu endereço após confirmação de deposito bancário.
      Valor: 50,00 (cinqüenta reais)
      Dados para deposito:
      Banco: BRADESCO
      Agencia: 2164
      C/C: 0065879-0
      e-mail para comunicação de deposito: fulvioz@msn.com

      Solicite seu exemplar: R$ 50,00
      Contato: fulvioz@msn.com

    • Caro Sr. Marcel de fato no Brasil não há tecnologia (de ponta) para o tratamento dos metais contidos nas placas de forma eficiente e não poluente, o que existe de mais avançado é um estudo feito pela UNICAMP e USP que estão desenvolvendo técnicas de fundição com esse objetivo. A indicação que posso lhe dar é: Para saber o conteúdo de metais contidos em placas eletroeletrônicas consulte a LORENE empresa que tem o mais avançado laboratório para esse tipo de prospecção no Brasil. Quanto a fundição e recuperação dos metais só há tratamento eficiente em outros países, para a exportação é necessário licenças e cumprimento de protocolos. No manual há indicação de empresas que já tem esse corredor aberto facilitando o envio do material coletado, separado e triturado. Espero ter podido ajudar. Um grande abraço.

  2. Boa noite Fulvio, gostaria de uma ajuda pois estou desenvolvendo um estudo de viabilidade do negocio e gostaria de tirar algumas duvidas com vc, ficaria extremamente grato

    • Ola Luiz Felipe, Fique à vontade no que for possível pode contar comigo. Envie suas questões estarei no aguardo. Um abraço.


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